28 de fevereiro de 2011

Novas inserções no canal de vídeos

Já estão disponíveis no Canal de Vídeos do Ceel as obras Práticas de Leitura no Ensino Fundamental e Alfabetização:apropriação do sistema alfabético.

As obras estão divididas em três partes e podem ser assistidas a seguir:








Acesse mais vídeos no canal: http://www.youtube.com/user/ceelufpe

Portal Domínio Público disponibiliza Coleção Educadores

Volumes retratam a evolução do pensamento em 300 anos 
(Foto: Wanderley Pessoa)

Está disponível no portal Domínio Público do Ministério da Educação a Coleção Educadores, com 62 títulos. Concluídas em novembro de 2010 e distribuídas às escolas em janeiro de 2011, as obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes. No portal Domínio Público o acesso à coleção é livre.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores, que começou a ser distribuída este mês pelo MEC às escolas da educação básica do país. Integram a coleção 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Na coleção, professores e estudantes de pedagogia e de cursos de licenciatura encontram um ensaio sobre cada autor, a trajetória da produção intelectual na área, uma seleção de textos, que corresponde a 30% do livro, e cronologia. A última parte traz a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada livro tem, em média, 150 páginas. Preparada pelo MEC desde 2006, a coleção integra as iniciativas do governo federal de qualificar a formação inicial e continuada de professores da educação básica pública.

Para efetuar o download das obras clique aqui.

17 de fevereiro de 2011

Formadores do Ceel lançam livro sobre recursos didáticos e ensino de Língua Portuguesa



A escolha dos materiais didáticos que serão utilizados pelo professor em sala de aula é uma tarefa tão importante quanto a decisão das estratégias de ensino. O modo como é mediado o contato dos estudantes com os materiais escolhidos requer não apenas conhecimentos, mas sensibilidade e vontade de ajudar crianças, jovens e adultos a lidar com a escrita, as imagens e as diferentes linguagens presentes na sociedade.

Foi pensando nestas questões que Telma Ferraz Leal e Alexsandro Silva, formadores do Centro de Estudos em Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (Ceel/Ufpe), reuniram os artigos que compõem o livro Recursos Didáticos e Ensino de Língua Portuguesa: computadores, livros... e muito mais.

A obra traz dez artigos de formadores do Ceel que discutem como diferentes recursos didáticos podem contribuir para o trabalho docente na área de língua portuguesa. O lançamento está programado para o próximo dia 25 de março, às 16h30, no auditório do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco.

“Este livro visa a dar continuidade a algumas discussões que temos desenvolvido sobre os processos de ensino e aprendizagem da língua portuguesa na Educação Básica, empreendidas pelo Ceel/Ufpe. Criado em 2004, o Centro de Estudos é um núcleo de pesquisa e extensão que desenvolve investigações sobre o ensino da língua portuguesa e atua na formação continuada de professores, além de participar de programas de avaliação e produção de material didático. Dedica-se, ainda, a prestar assessoria a diversas secretarias de educação e a divulgar os trabalhos realizados por meio de publicações como a que agora apresentamos”, afirmam os organizadores.

Mais informações sobre o livro:
http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3133

14 de fevereiro de 2011

Opinião: Português na Educação Básica

Adilson Alves


Adilson Alves afirma que um dos maiores desafios do ensino de Português é ''criar condições para que os estudantes dominem registros cultos do nosso idioma, pelos quais é possível acessar parte considerável do conhecimento humano''

O início das atividades Escolares sempre é uma excelente oportunidade para refletirmos sobre a importância da Educação básica na formação dos estudantes. Infelizmente, muitos de nós educadores só damos a devida importância a esse nível de ensino quando lecionamos para o ensino superior... Mas isso é outra questão.

Puxando o assunto para a área de interesse desta coluna, é válido lembrar que a Escola é a instituição responsável e legítima para qualificar o ensino da língua portuguesa. Não é demais mencionar que, no geral, nossa sociedade tem aversão a qualquer tentativa de fugir das abordagens reducionistas que se faz de questões referentes a nossa língua.

Acostumada ao sim ou não, ao certo ou errado, a maioria dos brasileiros se mostra incrédula quando lê ou ouve que língua também é objeto de estudo, de investigação, de contestação. Muitos brasileiros que gostam de discutir questões de português, a maioria com boa Escolaridade, chegam a ser virulentos quando são confrontados por saberes mais elaborados .

Uma boa amostra dessa virulência pode ser verificada nos comentários de leitores às colunas do linguista Sírio Possenti (Portal Terra).

Daí a necessidade de a Escola fazer valer seu papel de espaço legítimo e insubstituível para qualificar o ensino de português na Educação básica. Um dos seus principais desafios e uma das principais tarefas é criar condições para que os estudantes dominem registros cultos do nosso idioma, pelos quais é possível acessar parte considerável do conhecimento humano.

E isso ganha mais sentido e qualidade quando os educadores se orientam por uma concepção pedagógica que privilegie uma Educação linguística indagadora, centrada na leitura, na escrita, no estudo de gêneros discursivos, na derrubada de mitos, de preconceitos. Uma Educação que confirme a alteridade e, portanto, a tolerância.


Fonte: Gazeta do Povo (PR) via Todos pela Educação

Pensadores da Educação


Tão antigo quanto a Filosofia, o pensamento educacional se desdobra em várias correntes. Clique na imagem para conhecer séculos de reflexões sobre o ofício de educar.

10 de fevereiro de 2011

Ceel disponibiliza vídeos educativos na Internet

Mais vídeos: http://www.youtube.com/ceelufpe

Abrindo mais um espaço para o compartilhamento de materiais didáticos, que visam contribuir para a melhoria da formação dos docentes de Língua Portuguesa nos mais diversos níveis de ensino, o Centro de Estudos em Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (Ceel/UFPE) acaba de criar canal para publicação de vídeos educativos.

Os vídeos disponibilizados no site são resultantes de projetos realizados em parceria com o Ministério da Educação. Além dos vídeos também foram produzidos livros e guias didáticos que estão disponíveis para acesso no website do Ceel/UFPE no endereço: http://www.ceelufpe.com.br/ceel-livros.html.

Para assistir aos vídeos basta acessar o site do Centro de Estudos no endereço http://www.ceelufpe.com.br/ceel-videos.html ou realizar a inscrição no perfil do Ceel diretamente na página do canal: http://www.youtube.com/ceelufpe.

8 de fevereiro de 2011

Ensino Médio Integral cresce 50% em Pernambuco

O número de alunos que estudam no ensino médio de período integral em Pernambuco dobrou entre 2010 e 2011, alcançando 130 mil matriculas em escolas convencionais ou técnicas. Os dados são da Secretaria de Educação do estado e foram divulgados na última quarta-feira (2/2) pelo Jornal do Commercio, quando começaram as aulas na rede pública.

O aumento, segundo a secretaria, é resultado do programa de ampliação das chamadas “escolas de referência”, que oferecem educação em período integral ou semi-integral. Em 2011, 14 novas escolas da modalidade foram inauguradas, totalizando 174 de ensino médio convencional ou técnico. O número, porém, ainda é distante da meta do estado, que prevê alcançar 300 escolas integrais até 2014.

O programa começou em 2007, com o objetivo de reformar o ensino médio. Na época 20 escolas ofereciam ensino em tempo integral. “A estimativa é que 90% dos que concluírem o ensino fundamental poderão cursar o ensino médio integral ou semi-integral”, afirmou o secretário de Educação, Anderson Gomes, em entrevista ao Jornal do Commercio.

Pelo programa, uma escola de ensino médio que trabalha nos períodos tradicionais leva no mínimo três anos para se adaptar à modalidade, segundo a Secretaria de Educação. No começo da transição, apenas o primeiro ano do ensino médio vira de tempo integral. No ano seguinte, o modelo se estende para a segunda série do ensino médio, até chegar ao terceiro ano.

“O ensino integral, além de remunerar melhor, proporciona dedicação exclusiva do professor”, afirmou Cláudio Freire, diretor da escola semi-integral Clóvis Beviláqua ao Jornal do Commercio. O piso salarial dos professores de período integral é até 2,5 vezes maior que o piso de um colégio comum, segundo a Secretaria de Educação.

Para o estudante Carlos Romário de França Santos, de 16 anos, que estuda em período integral na Escola Técnica Estadual Maximiano Accioly Campos, o modelo é eficiente. “Pode até cansar um pouco, mas é construtivo. A Escola não está nos preparando só para o vestibular, mas para a vida”.

Fonte: Portal Aprendiz (om informações do Jornal do Commercio e do Jornal O Globo)

Como valorizar o professor


por Mateus Prado
Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

Volta às aulas e o governo federal começa o ano com um Plano Nacional de Educação (PNE) que tem como eixo central a valorização do professor. Em vários Estados e municípios aparecem propostas de reformulação de planos de cargos e salários dos docentes. Em alguns lugares ganham força as propostas de condicionar benefícios financeiros a metas e/ou resultados. Mesmo concordando que algumas dessas propostas são extremamente polêmicas e pouco contribuem para a melhoria da qualidade da educação no Brasil fica evidente que elas mostram que o papel do professor ganha mais espaço na agenda de debates da sociedade brasileira.

Nossos professores realmente são mal remunerados. Ganham, em média, 60% a menos que outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade. Muitos administradores púbicos ainda tratam o professorado como uma espécie de "vocação missionária", quase religiosa, que exige sacrifícios. Os mais velhos talvez lembrem da frase "professor não é mal pago, é mal casado". Já foi atribuída a vários políticos, apesar de todos a repelirem, mas é a representação desta forma de tratar o professor.

Várias pesquisas indicam que a atuação do docente é, depois das condições sócio econômicas do aluno, o principal fator que influencia o rendimento escolar. Certamente aumentar a remuneração é uma das condições para melhorarmos a qualidade da educação. Mas não é a única.

Algumas escolas particulares, apontadas como provedoras de uma educação de melhor qualidade, têm em seu grupo de professores o grande diferencencial em relação às escolas públicas e às demais particulares. E o que teriam de diferente esses professores? Ensinam melhor por ganharem melhor? Frequentaram as melhores universidades? Contam com formação continuada? Conhecem os melhores livros? Possuem as melhores práticas pedagógicas? Tudo isso e mais algumas coisas podem ser verdade, mas certamente não são a causa da diferença. A qualidade é atingida em consequência da vivência cultural de cada professor, da forma que pensam a educação e das oportunidades que encontram durante a vida, tanto pessoal como profissional.

Se as condições sócio-econômicas influenciam o rendimento escolar do aluno, podemos supor que essas condições também influenciam a qualidade de aula do professor. E não falo só das condições financeiras dos docentes. São vários os fatores que compõem esse quadro.

Um professor que vive cercado de livros, jornais e revistas, além de frequentar bons sites de internet, certamente tem mais possibilidades de construir estratégias pedagógicas do que aqueles que vivem longe dessa realidade. Dedicar tempo a conhecer outras culturas, como visitar museus, fazer viagens, analisar pesquisas, conversar fora de sua rede de amigos, entre outras coisas, dá a um professor uma melhor compreensão da diversidade do mundo.

Ter contato com várias estratégias pedagógicas e estar aberto para compreendê-las faz diferença. A educação bancária, na qual o professor deposita conhecimento na cabeça do aluno, apesar de ainda ser a mais utilizada no Brasil, traz pouquíssimos resultados na construção da autonomia e no desenvolvimento das capacidades cognitivas do estudante. Ter tempo para tudo isso e para outras coisas importantes, como planejar aula, é fundamental. O professor que fica o dia todo dando aulas tem poucas chances de se atualizar.

Dominar as novas tecnologias de comunicação aumenta as possibilidades de intervenção pedagógica. É claro que, para a maior parte dessas coisas, o professor precisa ser melhor remunerado, para que incremente sua possibilidade de acesso. Mas somente o aumento de salários, o pagamento de prêmios por produtividade ou o cumprimento de metas não basta para que o professor dê uma aula de melhor qualidade.

Garantir que o aumento do rendimento dos professores tenha os resultados esperados na melhoria da qualidade de ensino passa pelos governos repensarem a concepção do que é a tão falada formação continuada. Este é o desafio do ano que começa. Governos, sociedade civil organizada e pais precisam repensar e construir uma nova concepção de formação para os professores.

Na sociedade da informação, não tem sentido nenhum que a educação seja conteudista. Esta educação, enciclopédica, é coisa do iluminismo. Lembrem que alguns pensadores se uniram para reunir todo conhecimento disponível em uma coleção de livros. Nasciam as enciclopédias. Durante muito tempo, pais acreditavam que ter uma destas enciclopédias em casa era garantia para que seus filhos tivessem uma ótima educação. E as salas das famílias de classe média exibiam orgulhosamente essas coleções, muitas encadernadas em couro e com letras, na capa, em fio de ouro. Difícil mesmo era alguém utilizar esses livros para outro fim que não o decorativo.

Hoje os conteúdos são infinitos e o conhecimento se desenvolve em uma velocidade que não poderíamos imaginar há 30 anos. Sempre me lembro do texto "Confesso que Estou Vivo", do sociólogo Betinho. Nele, são contadas as transformações na ciência e na forma de a sociedade conviver com os temas relacionados à AIDS desde que ele contraiu o vírus até o momento que escreve. É notório como, em cerca de 10 anos, tudo o que se sabia sobre a AIDS mudou, e muito. Consequentemente, uma escola que se dedicava só ao conteúdo teve muitas dificuldades para acompanhar essas e milhares de outras mudanças no mundo.

Por conta disso, da nova realidade derivada da sociedade da informação e dos constantes avanços tecnológicos, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) considera que um dos pilares para a educação em nosso século é fazer com que o aluno "aprenda a conhecer". Aprender a conhecer é muito mais importante do que acumular conteúdos. Quem aprende a conhecer domina os conteúdos mínimos para poder aprender qualquer conteúdo que seja necessário em sua vida e, mais importante ainda, tem vontade de aprender coisas novas durante toda a vida. Tem sede de conhecimento.

Para fazer com que o aluno "aprenda a conhecer" é necessário que também o professor o aprenda. Nossa tradição de educação é conteudista e a maioria das aulas de nossos cursos de licenciatura concentram-se em que os educadores acumulem conteúdo. As formações realizadas pelos governos, e também pelas escolas particulares, são, em sua maioria, uma extensão dos cursos de licenciatura. Professores que se reúnem uma ou mais vezes por mês para aprender mais conteúdos pouco podem melhorar suas práticas em sala de aula.

É neste sentido que a formação continuada deve ser repensada. Professores precisam "aprender a conhecer". Em todo professor é necessário que se incentive, ou que se recupere, a curiosidade intelectual. Com curiosidade intelectual, é necessário que o professor possa exercê-la. Para exercer essa curiosidade, são necessários estrutura, condições econômicas e tempo. Um professor que ganha pouco, em uma cidade sem biblioteca e acesso a internet e que dá aulas o dia todo, mesmo que adquira essa curiosidade, terá poucas chances de exercê-la. É do exercício desta curiosidade intelectual e dos processos cognitivos relacionados a ela que teremos a melhoria da qualidade do que é feito dentro das escolas brasileiras.

Fonte: Colunistas - Último Segundo

Resolução nacional promove alterações na Educação de Jovens e Adultos


A Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) número 03/2010 determina uma nova organização da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no país a partir de 2011. Em Mato Grosso, por exemplo, as 320 unidades que atuam na EJA irão ofertar a conclusão da Educação Básica no prazo máximo de 6 anos.

A nova legislação prevê que o Ensino Fundamental seja organizado em 4 anos. Dois para o primeiro semento, e outros dois para o segundo segmento, com carga horária 800 horas/aulas para cada ano. Para o Ensino Médio serão desenvolvidas atividades também no prazo de 2 anos, e cada ano com carga horária mínima de 600 horas/anuais, totalizando 1,2 mil horas. O ano letivo permanece com 200 dias letivos.

Sávio de Brito Costa, gerente curricular da EJA da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), explica que os novos critérios adotados possibilitam o melhor atendimento ao público e as suas especificidades. “Na verdade o tempo não significa qualidade do ensino e, sim, a organização pedagógica, o comprometimento do aluno e, da escola com a proposta adotada”. A Resolução 03/2010 diminui o tempo de permanência na EJA de nove para seis anos. Questionado sobre prejuízo para o aluno, Sávio é enfático ao afirmar que “o Estado tem investido, de maneira maciça, na formação dos profissionais e nós iremos adequar as propostas pedagógicas das escolas com as novas diretrizes”.

Ele explica também que a discussão sobre alterações na carga horária para a EJA levou anos de intensas discussões propositivas. “O aluno já tem vivência, tem conhecimento dentro de contextos sociais e econômicos, e esses fatores devem ser considerados para o currículo de jovens e adultos. Acreditamos, sim, que esse sujeito não terá perda alguma. Trabalhamos pensando em um currículo que atenda as necessidades dentro da realidade desse estudante”, finaliza.

O gerente enfatiza que existe amplo respeito e consideração pelas especificidades do público. “Para o aluno ingresso na EJA deve ser considerado todo o aproveitamento em sala de aula. Claro, ele estará sujeito a avaliações, mas não é somente com base em um número que o professor vai saber o resultado do aprendizado. Ele irá considerar, em um relato minucioso, quais foram as dificuldades e o que precisa de melhor planejamento para possibilitar o conhecimento a esse sujeito. A avaliação é realizada de maneira coletiva. Nossa demanda é dos excluídos e nosso desafio é garantir o ingresso e a permanência dele em sala de aula”, finaliza.

Em 2010, o estado do Mato Grosso prestou atendimento a cerca de 70 mil alunos na Educação de Jovens e Adultos. Para 2011, a meta, é de prestar atendimento a mais 11, 2 mil pessoas. As vagas são disponibilizadas em 320 unidades sendo distribuídas em 24 Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), em 66 escolas do campo, em 5 quilombolas, em duas unidades do sistema prisional , 226 urbanas, uma de educação especial e 20 indígenas.

Fonte: Blog Educação (com informações do veículo ‘O Documento’)

O que os deputados e senadores fazem pela Educação?


Conheça um pouco sobre as responsabilidades dos parlamentares

Os deputados e senadores deram início a seus trabalhos nesta quarta-feira (2). Mas quais são suas atribuições? E o que eles podem fazer pela Educação do País? De acordo com a Constituição Federal, a lei maior do Brasil, é responsabilidade dos parlamentares decidir sobre assuntos como distribuição de recursos e planos para o desenvolvimento do Brasil, além de fiscalizar os gastos do presidente da República e dos Ministros.

Neste ano, os parlamentares têm uma missão estreitamente ligada às políticas educacionais: discutir e aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE). Essa lei, depois de entrar em vigor, vai reger todas as medidas da Educação no Brasil de 2011 a 2020.

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre o nosso Congresso Nacional e suas responsabilidades:

O que é o Congresso Nacional?
É o Congresso Nacional que exerce o Poder Legislativo e tem a tarefa de criar as leis e de fiscalizar os gastos da União e dos órgãos da administração do País. Ele é composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Por que existem a Câmara dos Deputados e o Senado?
O Brasil adota um sistema para o parlamento chamado "bicameral", ou seja, com duas casas legislativas. Na elaboração das leis, uma das casas inicia o processo e a outra revisa.

Quantos são os deputados e qual é o tempo de mandato?
O número de deputados, atualmente, é de 513. Esse total é definido por lei. Cada estado e o Distrito Federal devem ter, no mínimo, oito parlamentares e, no máximo, 70 - o total de parlamentares é proporcional à população. O tempo de mandato é de quatro anos e há possibilidade de reeleição. Veja na tabela abaixo o número de deputados por unidade da federação.

Quantos são os senadores e qual é o tempo de mandato?
Cada estado e o Distrito Federal têm três senadores, assim, o número total é de 81. O tempo de mandato de cada senador é de oito anos e há possibilidade de reeleição. A cada quatro anos, uma parte do Senado é renovada. Para cada senador são eleitos também dois suplentes.

O que os deputados e senadores podem fazer pela Educação?
Os parlamentares, de um modo geral, podem criar, debater, modificar e aprovar leis que tratem de temas sobre a Educação. Neste ano, por exemplo, há dois importantes projetos de lei que devem ser discutidos e aprovados: o Plano Nacional de Educação (PNE), que vai reger as políticas educacionais no País; e o projeto que cria uma Lei de Responsabilidade Educacional. Os dois foram propostos pelo Ministério da Educação (MEC) e precisam passar por debates dos parlamentares.


Todos os parlamentares discutem todos os assuntos?
Não, há assuntos que não precisam do voto de todos os deputados ou senadores. São aqueles que podem ser votados apenas em reuniões específicas, que ocorrem em comissões permanentes ou temporárias.

O Congresso tem comissões para discutir a Educação?
Sim. Na Câmara, há a Comissão de Educação e Cultura (CEC), com 32 integrantes. Já no Senado existe a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), com 27 membros. Essas comissões debatem assuntos que tratem de políticas educacionais e culturais. Também podem promover audiências com a população sobre temas polêmicos ou de interesse geral.

Como vão funcionar os debates sobre o Plano Nacional de Educação?
Primeiramente, o PNE 2011-2020 será discutido na Câmara nas comissões de Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Ele poderá ser aprovado sem ir ao plenário, a menos que os deputados peçam, por meio de recursos, a votação coletiva. Depois de aprovado na Câmara, seguirá para a análise do Senado.

A partir de então, se não houver modificações, o PNE pode ser sancionado pela Presidência da República. Se houver, o texto volta para a análise da Câmara.


Como vão funcionar os debates sobre a Lei de Responsabilidade Educacional?
A proposta de Lei de Responsabilidade Educacional é uma mudança na lei da Ação Civil Pública para possibilitar que os gestores da Educação (prefeitos, secretários, governadores, ministros, entre outros) sejam processados pelo Ministério Público. A medida será discutida na Câmara nas comissões de Educação e Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovada, seguirá para a análise do Senado. Com a análise dos senadores, poderá voltar para a Câmara ou ser sancionada pela Presidência da República.

Onde fica o Congresso?
O Palácio do Congresso Nacional fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Distrito Federal. A concepção da arquitetura é de autoria de Oscar Niemeyer. O Palácio é composto por duas semiesferas e duas torres. A Câmara fica na semiesfera voltada para cima; o Senado, na semiesfera virada para baixo. Observando de frente, o Senado fica à esquerda e a Câmara, à direita.

O Congresso Nacional pode ser visitado todos os dias, das 9h30 às 17h, inclusive em feriados. Mais informações podem ser obtidas aqui.

Fonte: Simone Harnik - Redação do Todos Pela Educação

1 de fevereiro de 2011

Quinze milhões de alunos estudam em escolas sem biblioteca no país

O Centro de Ensino Fundamental em Sobradinho, região rural do Distrito Federal, onde não há bibliotecas, laboratórios científicos e o mobiliário está em mau estado de conservação. Foto: André Coelho/Agência O Globo

por Demétrio Weber



BRASÍLIA - Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, 27 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (70% do total) frequentavam estabelecimentos sem laboratório de ciências. A inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de informática, e 14 milhões (35%), em unidades sem quadra esportiva.

Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. No ensino médio, menos da metade das escolas tinha laboratório de ciências. Nas séries finais do ensino fundamental, a situação era mais grave: só 23% delas estavam equipadas. Nas séries iniciais do fundamental, apenas 7% dos estabelecimentos tinham laboratório de ciências.

"Os alunos possivelmente terão prejuízo na formação"

Falando em nome do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a secretária de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida, diz que as deficiências na infraestrutura prejudicam a aprendizagem. Ela culpa a falta de investimentos em governos anteriores, tanto em nível federal quanto estadual e municipal, mas ressalva que a situação começou a mudar na última década:

- Os alunos possivelmente terão um prejuízo significativo na sua formação. Isso com certeza tem consequências para o nível de escolaridade que a gente oferece à nossa população. O Brasil ainda está fazendo o dever de casa em aspectos primários da escola - diz Rosa Neide.

A falta de infraestrutura preocupa a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da SBPC, Isaac Roitman, considera a situação vergonhosa e defende o lançamento de um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) específico para recuperar escolas e formar professores. Até hoje, nenhum brasileiro foi agraciado com o prêmio Nobel.

- Deveria ser prioridade para quem pensa no futuro do Brasil - disse Roitman, por e-mail.

O consultor do movimento Todos pela Educação e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart Neves Ramos, critica a falta de padrões mínimos para o funcionamento de escolas. Segundo ele, o poder público deveria estabelecer critérios e fazer a certificação das escolas.

Em maio, o CNE aprovou parecer definindo padrões de qualidade para a rede pública, o que exigiria aumentar investimentos em educação. O parecer só vale se for homologado pelo ministro Fernando Haddad, o que ainda não ocorreu. Segundo o MEC, o texto permanece em análise.

- A gente não pode oferecer escola de qualquer jeito. É preciso dizer quais são os insumos que se espera que uma escola tenha - diz Mozart.

Ele chama a atenção para outro ponto: não basta ter laboratórios e bibliotecas, é preciso que professores e alunos utilizem os recursos:

- O pior de tudo é que, mesmo nas escolas que têm laboratórios, eles são pouco usados - diz Mozart.

Em escola no DF, computadores sem uso

O Distrito Federal, unidade da Federação que lidera rankings de avaliação do MEC, não foge à realidade revelada pelo censo. O Centro de Ensino Fundamental Fercal, na cidade-satélite de Sobradinho, não tem biblioteca nem laboratório de informática. A escola recebeu 20 computadores do MEC no ano passado, mas dez máquinas permanecem nas caixas, e as demais não são usadas.

O vice-diretor Samuel Wvilde diz que a rede elétrica não suporta o funcionamento simultâneo dos computadores. Há um projeto de reconstrução da escola. Os livros de literatura ficam guardados junto com o material esportivo. O resto do acervo foi transferido para outra escola, onde está sem uso. O centro atende a 1,1 mil alunos de ensino médio e dos anos finais do fundamental.

A Escola Classe Engenho Velho, com 420 alunos, não tem biblioteca nem laboratório de informática. A vice-diretora Susan Fernandes conta que o MEC já ofereceu computadores três vezes, mas a doação foi recusada porque o prédio não tem sala disponível. Os livros de literatura ficam guardados em caixas, que são levadas pelos professores para as salas de aulas.

O MEC informa que investiu R$ 774 milhões na compra e distribuição de computadores capazes de beneficiar 30 milhões de alunos, entre 2004 e 2010.

Fonte: http://oglobo.globo.com

Prefeitura do Recife nomeia 200 novos professores

O Diário Oficial do Recife publica na edição deste sábado (29) a homologação dos nomes dos 2.100 aprovados no último concurso público para professores da rede municipal de ensino. Do total de aprovados, os 200 primeiros colocados serão nomeados e devem comparecer à Diretoria de Gestão de Pessoas, da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seel), localizado na rua Frei Mathias Teves, S/N, na Ilha do Leite.

Os selecionados têm 30 dias para homologar a aprovação no concurso. Para isso, é preciso apresentar a seguinte documentação: RG, CPF, diploma ou certificado de conclusão de curso com histórico escolar, título de eleitor, reservista (para os homens), foto 3 x 4 e comprovante de residência.

A lotação dos professores nos locais de ensino será divulgada nos dias 17 e 18 de fevereiro. Os novos profissionais passam a exercer as suas funções partir desta data.

Fonte: JC Online