13 de dezembro de 2010

Valorização do professor é eixo central do novo PNE, diz Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (13) que a valorização do professor será o eixo central do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser entregue pelo governo ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (15).

Durante participação no programa Café com o Presidente, Haddad afirmou que o texto terá metas para cada etapa da educação, desde a infantil até a profissional. Mas, segundo ele, a próxima década precisa ser do professor.

“O professor brasileiro ainda ganha, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior, e nós queremos encurtar essa distância para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões”, disse.

O ministro lembrou que, na semana passada, dados do Programa Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa) indicaram que o Brasil foi o terceiro país avaliado que mais evoluiu na qualidade da educação – ficando atrás de Luxemburgo e do Chile.

Para Haddad, o estudo demonstra que a educação brasileira está “no rumo certo”, crescendo em quantidade mas também em qualidade. “Agora, trata-se de acelerar o passo”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

CNE quer fim da reprovação até 3° ano do ensino fundamental e alfabetização até 8 anos de idade

As novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental de nove anos foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Uma das determinações do órgão é que todos alunos devem ser plenamente alfabetizados até os 8 anos de idade. O CNE ainda “recomenda fortemente” que as escolas não reprovem os alunos até o 3° ano dessa etapa.

O parecer já foi homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e deve ser publicado terça-feira (14) no Diário Oficial da União. “Nossa orientação é muito clara: todas as crianças têm direito de aprender e as escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento ocorra até os 8 anos de idade. Não é uma concepção simplista de que defendemos a aprovação automática”, explica o conselheiro César Callegari, relator do processo.

O parecer recomenda que os três primeiros anos do ensino fundamental sejam considerados um bloco único, um ciclo de aprendizagem. Durante esse período, a escola deve acompanhar o desempenho de cada aluno para garantir que ele seja alfabetizado na idade correta. O texto ressalta que cada criança tem um ritmo diferente nesse processo, que, por isso, deve ser contínuo.

"Assim como há crianças que depois de alguns meses estão alfabetizadas, outras requerem de dois a três anos para consolidar suas aprendizagens básicas, o que tem a ver, muito frequentemente, com seu convívio em ambientes em que os usos sociais da leitura e escrita são intensos ou escassos, assim como com o próprio envolvimento da criança com esses usos sociais na família e em outros locais fora da escola", diz o documento

“A descontinuidade e a retenção de alunos têm significado um grande mal para o país. Sobretudo para crianças nessa fase, não tem cabimento nenhum atribuir à criança a insuficiência da aprendizagem quando a responsabilidade é da escola”, defende o conselheiro César Callegari.

O parecer determina quais são as disciplinas básicas do ensino fundamental, atualizando o currículo após a criação de leis que tornaram obrigatório, por exemplo, o ensino da música. O próximo passo do conselho, segundo Callegari, será determinar “expectativas de aprendizagem” para cada fase, ou seja, o que cada criança brasileira tem o direito de aprender em cada série ou bloco. O Ministério da Educação (MEC) está trabalhando nisso junto com estados, municípios e pesquisadores.

“Isso tem a ver com a subjetividade do direito, as crianças têm direito não só à educação, mas à aprendizagem. Nós temos que dizer com clareza quais são essas expectativas para que todos se comprometam com a sua realização”, afirma.

O conselheiro acredita que essa definição irá orientar a organização dos currículos, que, na opinião dele, hoje se pautam por avaliações como a Prova Brasil e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “É uma inversão completa. São os currículos que devem orientar as avaliações e não o contrário. Queremos que as escolas e sistemas de ensino construam seus currículos, mas a partir dessas expectativas. Isso é particularmente importante neste momento em que vivemos uma fragilidade na formação inicial dos professores”, avalia.

Fonte: Agência Brasil

9 de dezembro de 2010

Ceel promove formação continuada em diferentes estados através do Programa Gestar


O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar) é uma ação do Ministério da Educação (MEC) oferece formação continuada em Língua Portuguesa e Matemática aos professores dos anos finais do ensino fundamental das escolas públicas.

Através do Gestar, o Centro de Estudos em Educação e Linguagem (Ceel/Ufpe) promove nesta semana (06 a 10/11) a etapa presencial das formações em Língua Portuguesa e Matemática, coordenadas pelas formadoras Normanda Beserra (Ceel/Ufpe) e Lúcia Fátima Durão Ferreira (Cap/Ufpe). Esta etapa acontece na cidade de Natal, Rio Grande do Norte. Na próxima semana (13 a 17/11) as formações do Programa Gestar acontecem nas cidades de Maceió, Alagoas e; João Pessoa, Paraíba.

As formações do Programa Gestar possuem carga horária de 300 horas, sendo 120 horas presenciais e 180 horas a distância. O conteúdo programático busca contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor em sala de aula.

Os cursos do Programa Gestar coordenados pelo Ceel/Ufpe contam com o apoio do Ministério da Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Objetivos do Gestar – colaborar para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem dos alunos nas áreas temáticas de língua Portuguesa e Matemática; contribuir para o aperfeiçoamento da autonomia do professor na sua prática pedagógica e; permitir ao professor o desenvolvimento de um trabalho baseado em suas habilidades e competências.

7 de dezembro de 2010

Brasil é o terceiro que mais cresceu na década em educação básica

O Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação básica nesta década. A informação consta do relatório preliminar do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009, divulgado nesta terça-feira, 7, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

A educação brasileira evoluiu 33 pontos entre os exames realizados no período 2000-2009. Em 2000, a média brasileira das notas em leitura, matemática e ciências era de 368 pontos. Em 2009, a média subiu para 401 pontos. Com isso, o país atingiu a meta do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que era média de 395 pontos nas três disciplinas.

Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, diversos fatores produziram esses resultados. Ele destaca o crescimento do investimento em educação, o foco na aprendizagem das crianças, a definição de metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escolas. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) também é responsável pelo impacto positivo nos resultados, em sua avaliação.

Para Haddad, o “sistema educacional brasileiro está reagindo aos estímulos”. O resultado do Pisa no último triênio revela, segundo o ministro, que o país está no rumo certo e que há espaço para crescer. “A meta para 2012 é subir mais 16 pontos e chegar a 417.” Para alcançar essa meta, é prioritário investir em educação infantil e na valorização do magistério, em formação e remuneração, afirmou.

Crescimento – O Brasil teve o terceiro maior avanço entre todos os países, sendo superado apenas pelo Chile, que cresceu 37 pontos, e por Luxemburgo, com avanço de 38 pontos. Na tabela geral, o Brasil está na 53ª posição. Entre as nações latino-americanas, superou a Argentina e a Colômbia. Está 19 pontos atrás do México, que ocupa o 49º lugar; a 26 pontos do Uruguai (47º), e a 38 pontos do Chile (45º).
A avaliação foi realizada em 65 países, 34 deles da OCDE. Participaram 470 mil estudantes, sendo 20 mil brasileiros, das 27 unidades da Federação, de escolas urbanas e rurais, públicas e privadas. Responderam as provas de leitura, matemática e ciências estudantes nascidos em 1993.

Na média nacional, o Brasil cresceu principalmente em matemática, passando de 334 pontos, em 2000, para 386 pontos em 2009; em ciências, passou de 375 para 405, e em leitura, de 396 para 412.

Na avaliação do Pisa por unidades da Federação, o Distrito Federal aparece com as melhores notas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás, todos com média superior à média nacional. (Assessoria de Comunicação Social)

Fonte: MEC

6 de dezembro de 2010

Seminário reúne gestores da educação na UFPE


Na próxima quinta-feira (09), o auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas e o Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebem as atividades do Seminário do Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente de Pernambuco e Gestores Municipais de Educação de Pernambuco. O evento é voltado a secretários municipais de educação de Pernambuco ou seus representantes.

Com o tema Planejando as ações formativas para 2011, o seminário tem o objetivo de discutir estratégias e enfoques na formação docente, além de planejar ações de formação continuada de educadores que serão coordenadas pelas instituições formadoras (UFPE, UFRPE, IFPE), em parceria com os gestores de educação dos municípios para o ano de 2011.

Confira abaixo a programação das atividades:

Data: 9/12 (5ª feira) Horário: 8h30 às 12h - 14h às 18h Local: CFCH/UFPE e CE/UFPE

Auditório CFCH - Manhã

8h – 8h30
Credenciamento
8h30 – 10h
EXPOSIÇÃO DIALOGADA DE REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES FORMADORAS
Telma Ferraz Leal – UFPE/CEEL
Hugo Monteiro Ferreira – UFRPE/NEFOPP
Edlamar Oliveira dos Santos – IFPE

Debate com os gestores para definição de metas, critérios de distribuição de vagas, dinâmica de trabalho, cronogramas, formas de participação dos municípios no planejamento dos cursos

Orientações para a atividade nos GTs.
Salas do CE - Manhã

10h – 12h
GRUPOS DE TRABALHO: FORMAÇÃO CONTINUADA E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE
Questões orientadoras para os GTs:
1. Como a rede municipal tem conciliado as exigências legais quanto ao calendário escolar (200 dias, 800 horas/ano) e o programa de formação continuada dos docentes?
2. No regime de trabalho dos docentes, existe carga horária destinada à formação continuada como parte da jornada de trabalho mensal?
3. Quais os tempos e espaços assegurados no planejamento anual para a formação docente?
4. Das propostas de cursos e outras atividades formativas apresentadas pelas instituições formadoras, quais integram o planejamento de seu município para 2011?
5. Como as questões da organização do trabalho docente podem integrar as ações de formação planejadas para 2011?
6. Sugestões para melhorar as condições de formação docente e levantamento de necessidades a serem debatidas no cenário estadual e nacional.
Tarde (Auditório CFCH)

14h – 15h
Apresentação dos relatores dos GTs em plenária
15h – 17h
MESA REDONDA: AÇÕES FORMATIVAS E GESTÃO PÚBLICA DA EDUCAÇÃO
Maria Luiza Aléssio (Representante do MEC no Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente de Pernambuco)
Socorro Maia (Representante da UNDIME)
Aida Monteiro (SEDUC)
Zélia Porto (SEDUC)
Tarde (Hall do auditório do CE)

17h-18h
Coquetel de encerramento