26 de janeiro de 2011
Capacitação de profissionais alcança 2.625 instituições
A partir de 7 de fevereiro, ao longo de três semanas, o Inep receberá os representantes das instituições para as palestras de capacitação, que ocorrerão ao longo de um dia e serão comandadas pelos técnicos da autarquia. Os participantes serão divididos em 39 turmas.
A principal novidade a ser apresentada aos pesquisadores institucionais se refere à utilização do e-MEC, cadastro das instituições de ensino superior para fins de regulação, que passará a ser utilizado como base para coleta dos dados estatísticos a partir desta edição do censo. O e-MEC traz os dados cadastrais e as instituições lançarão os dados censitários. Desde a edição de 2009, a coleta de dados do Censo da Educação Superior tem no indivíduo sua menor unidade. Assim, são coletados os dados individuais de cada estudante e de cada professor.
Além do censo, o cadastro do e-MEC está sendo utilizado pelo Inep para estruturação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e para as avaliações de cursos e de instituições. Dessa forma, há um único cadastro que concentra os dados das instituições e fornece, para cada um dos programas desenvolvidos no âmbito do MEC, as informações necessárias àquele programa.
Assessoria de Imprensa do Inep
24 de janeiro de 2011
Professores indígenas recebem formação continuada

Cerca de 250 professores da etnia Fulni-ô de Águas Belas participam, de 25 a 27 deste mês, de um curso de formação profissional continuada. Nesse período, eles serão preparados para atuarem nas áreas de educação infantil, fundamental, ensino médio e gestores. A iniciativa é coordenada pela Unidade de Educação Escolar Indígena (UEEI), órgão da Gerência de Educação em Direitos Humanos (GEDH).
No encontro, que ocorrerá na Escola Marechal Rondom serão discutidas temáticas que abordarão identidade, interculturalidade, terra, história, organização, bilinguilismo, planejamento e avaliação escolar, além da proposta de trabalho.
Atualmente, a Secretaria de Educação mantém 126 escolas públicas indígenas, com 10.088 alunos distribuídos em 14 municípios de Pernambuco. Esses alunos são pertencentes a 12 etnias: Kambiwá, Kapinawá, Tuxá, Xukuru, Atikum, Pankará, Pankararu, Entre Serras, Pipipã, Fulni-ô, Truká e Atikum.
Tribo Kambiwá – Na última quarta-feira (19), a tribo Kambiwá deu início ao seu ano letivo com o Ritual do Praiá. A festividade cultural aconteceu no Pólo Nazário Kambiwá, em Buíque.
Fonte: SEDUC/PE
Programa Letrar busca alfabetizar 5 mil alunos em 2011
O esforço conjunto de inclusão terá início oficial na próxima sexta-feira, à 19h, na Câmara de Vereadores de Alagoinhas. Este ano, 250 monitores estarão reunindo turmas de 20 alunos em média nos pontos mais remotos do município, para atingir nesta primeira etapa 5 mil pessoas, que por diversas razões, como o trabalho precoce, se viram afastados das salas de aula.
No evento de abertura do Letrar, o professor David Mourrahy, especializado em Gestão Empresarial e Recursos Humanos, realizará palestra motivacional relativa ao desafio da Educação de Jovens e Adultos para a comunidade escolar. A abertura acontece na Câmara dos Vereadores, dia 21, sexta-feira, às 19 horas.
O secretário de Educação, Caio Castro, garante que o Letrar em Alagoinhas terá todo apoio da Prefeitura para erradicar essa herança negativa que impede as pessoas de interagirem com o ambiente externo, principalmente com outras pessoas e instituições, de maneira a ter práticas transformadoras em sua vida pessoal e comunitária.
O secretário afirma que o Letrar tem um propósito arrojado de ensinar os códigos da linguagem escrita, mas acima de tudo, criar um estímulo para uma transformação radical na vida dessas pessoas. O curso terá duração de seis meses e aulas com duas horas e meia de duração, de segunda-feira à quinta-feira.
“O analfabetismo gera exclusão, portanto estaremos inserindo pessoas no convívio com as demais na plenitude dos seus direitos e possibilidades. Com essa iniciativa queremos levar essas pessoas para o processo regular de aprendizagem, a exemplo dos mecanismos de aceleração como a Educação de Jovens e Adultos”, diz o secretário.
Segundo Castro, o programa vai instrumentalizar pessoas para ter uma participação mais ativa e satisfatória na sociedade. O fato dessas pessoas aprenderem a ler, para o secretario de Educação, significa a descoberta de um novo universo que muda a qualidade da relação que elas têm com o mundo, com as pessoas e principalmente consigo mesmas. O ato de aprender a ler não pode ser medido sob nenhum referencial econômico, disse Castro, mas proporciona ganhos qualitativos a toda sociedade.
A SEDUC prepara-se para realizar uma integração entre o programa Letrar e Pro-EJA, que além das disciplinas formais, oferece cursos de capacitação para os alunos. Em Alagoinhas, existem quatro turmas no PRO-EJA vinculadas ao Instituto Federal de Catu, com cursos de culinária e informática. Com a vinda gradual do Instituto para Alagoinhas, de acordo com a reitora Aurina Santana, o PRO-EJA poderá ser fortalecido no município permitindo essa vinculação com o Letrar, absorvendo ainda jovens que não concluíram os estudos no período adequado.
Nos próximos meses os 250 monitores estarão participando de um intenso programa de capacitação, que terá um caráter permanente, acompanhando toda a prática da alfabetização que pretende oferecer o que existe de mais atual em termos de letramento para jovens e adultos. A formação inicial, que começa a partir de 22 de fevereiro e segue até 21 de março, terá carga-horária de 40 horas e está a cargo da empresa licitada COMOEDUCARE.
A formação continuada tem início em 25 de março e se estende até 09 de setembro, com 48 horas de carga horária. Serão distribuídos módulos que tratarão de temas diversos como saúde da mulher, acuidade visual, linguagem e cidadania, pedagogia de projetos e agricultura familiar.
Fonte: Tribuna da Bahia
A escola como mobilizadora nacional
Por Eliezer Pacheco Ultimamente tem sido muito enfatizada a valorização do professor como forma de melhorar a educação brasileira. Isto é absolutamente correto. Sem educadores qualificados, motivados e com salários dignos é impossível uma educação de qualidade. Da mesma forma, há a necessidade de escolas equipadas com laboratórios, bibliotecas e recursos didático-pedagógicos.
Entretanto, mesmo com a solução de todas estas questões, ainda teríamos dificuldades de aprendizagem, já que os principais problemas se originam do lado de fora das instituições educacionais. Estas dificuldades da sociedade, aliás, permeiam a escola. E não poderia ser diferente, pois, nesse caso, ela seria uma redoma, algo artificial.
A escola precisa se ocupar das questões sociais que a atingem direta ou indiretamente. Tais problemas não têm sido tratados como questões concernentes à educação, quando, de fato, o são. É difícil ocorrer uma aprendizagem adequada com famílias desagregadas, pais com baixa ou nenhuma escolaridade e inexistência de ambientes favoráveis ao estudo. Portanto, os entraves cruciais da educação têm de ser enfrentados com políticas de emprego, salário, distribuição de renda, habitação, saneamento, transporte, etc.
Nosso país, a partir do governo Lula, vem enfrentando estas questões e adotando importantes iniciativas na área educacional, cujos resultados, a médio e longo prazo, acontecerão. Estes, contudo, demandam uma geração inteira para se fazerem sentir. Devem os educadores e a sociedade apenas aguardar as conseqüências destas iniciativas? Parece-nos que não.
Embora os indicadores apontem para avanços importantes a partir das políticas de inclusão, distribuição de renda e investimentos em educação, a herança secular deve ser enfrentada por políticas que envolvam a escola e sejam focadas no seu público alvo, ou seja, pais e alunos.
As escolas públicas, além da parte pedagógica, deveriam ter uma coordenação de políticas sociais, responsável pela articulação entre os membros da comunidade escolar e as políticas públicas de saúde, habitação, saneamento, etc. Também de medidas em andamento promovidas pelo governo, como melhoria da merenda escolar, turno inverso e transporte.
Isso passa diretamente pela estruturação dos serviços sociais dentro das instituições escolares, os quais devem englobar também ações de formação política, cultural, desportiva, bem como ações de extensão, de atenção e cuidado com a saúde dos educandos e educadores, além de encaminhamento dos educandos a oportunidades de inclusão sociolaboral.
A comunidade escolar deve ser vista como um todo. Por isso, as escolas devem compreender a educação dos pais de seus alunos como parte de suas tarefas, encaminhando-os para a alfabetização, escolarização e profissionalização. É necessário ter conhecimento da situação de cada família e tomar todas as medidas no sentido de prover soluções aos problemas socioeconômicos que impedem o educando de ter um bom desempenho.
A presidenta Dilma tem apontado o combate à miséria como sua prioridade. Desta forma, nenhuma instituição pública pode se omitir, especialmente a escola, do papel que desempenha nas comunidades. A perspectiva educacional deve ser transversal e permear todas as políticas públicas como espinha dorsal das ações do estado, transformando-o em um estado educador.
É necessário, ainda, resgatar a dimensão política do fazer docente, no convencimento de que estas tarefas são parte do ser educador e do exercício da cidadania. Recuperar e qualificar o debate político-pedagógico como base de uma educação de qualidade.
O debate político entre os educadores foi substituído pelo debate sindical, importante para a categoria, mas insuficiente para responder aos grandes desafios da educação. A escola é a instituição pública de maior capilaridade em todo o país e, portanto, a que tem melhores condições de articular uma grande mobilização nacional em defesa do conhecimento e da emancipação.
* Eliezer Pacheco é professor e Secretário de Educação Profissional do Ministério da Educação (MEC)
Fonte: O artigo foi publicado, originalmente, no jornal A Gazeta (MT) na última terça-feira, 19 de janeiro.
Programa Arca das Letras leva bibliotecas para comunidades rurais

Criado em 2003 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o programa Arca das Letras implanta bibliotecas para facilitar o acesso ao livro e à informação no meio rural brasileiro.
O Programa beneficia diariamente milhares de famílias do campo, formadas por agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades de pescadores, remanescentes de quilombos, indígenas e populações ribeirinhas.
As arcas são administradas por agentes de leitura, moradores escolhidos por indicação da comunidade para efetuar as atividades das bibliotecas. São eles que realizam o incentivo à leitura, o empréstimo dos livros, a ampliação dos acervos e a valorização da cultura local. Todo o trabalho dos agentes de leitura é voluntário.
Para incentivar e facilitar o acesso à leitura, as bibliotecas são instaladas na casa dos próprios agentes ou nas sedes de uso coletivo (associações comunitárias, pontos de cultura, igrejas), de acordo com a escolha da comunidade e disponibilidade dos agentes.
O acervo inicial de cada arca conta com cerca de 200 livros, selecionados para contribuir com o trabalho, a pesquisa e o lazer das populações que vivem no campo. Os exemplares são escolhidos de acordo com a indicação e demanda das famílias atendidas. Os acervos são formados por literatura infantil, para jovens e adultos, livros didáticos, técnicos, especializados e de referência ao exercício da cidadania.
Inscreva sua comunidade
Para receber uma biblioteca rural Arca das Letras é preciso reunir a comunidade, preencher o formulário de consulta que irá pontuar as características das famílias que serão beneficiadas e indicar os livros que vão atender a comunidade.
Para saber mais sobre esta iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e acessar os documentos necessários para solicitar a Arca das Letras, clique aqui.
Fonte: Blog Educação (com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário)